terça-feira, 30 de dezembro de 2008

15 meses....

É engraçado como o tempo nos engana. 15 meses podem parecer muito e pouco.
Muito tempo para terminar a faculdade, para aguentar aquele ambiente insano e insensato. Muito tempo batalhando para conseguir comprar uma máquina fotográfica ou um notebook. Muito tempo para rever uma pessoa querida.
Pouco tempo quando se trata de Amor, 15 meses convivendo com uma pessoa que realmente te faça FELIZ parece muito pouco tempo, passa rápido demais. Lembro ainda hoje do dia em que comecei a namorar, e de muitos momentos ao longo desses 15 meses como se tivessem acontecido ontem. Nem parece que se passaram tantos meses.
No íntimo do meu coração meu desejo, expectativa (e também é o que eu acredito que acontecerá!) é de que esses 15 meses sejam só um pequenino começo de uma relação. Uma relação que é super saudável, forte e sincera, na qual um sabe que pode contar com o outro, na qual um sempre está incentivando o outro.
É realmente muito bom ter a quem recorrer nos momentos difíceis, e também poder contar com essa pessoa para curtir os momentos alegres. Poder se divertir sem se importar se está passando ridículo ou não. Ser feliz por ser feliz! Dançar sem saber dançar, só pra extravasar a alegria de estar ao lado de alguém que Ama, que respita e que idolatra.
Espero poder, todos os dias da minha vida, bancar o bobo e demonstrar a minha felicidade por ti, seja num gesto singelo, numa grande declaração de Amor, num sorriso, num abraço, num beijo, ou mesmo numa partida de tênis!

Dée, obrigado por todos esses meses de dedicação, compreensão, e de muita alegria. Que possamos seguir nessa linda dança da vida que estamos vivendo!

Te Amo Muito!

sábado, 27 de dezembro de 2008

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal 2008

Faltam apenas 34 minutos para acabar o dia de natal deste ano neste momento em que inicio este post.
Estou eu aqui, no "meio do mato", longe de todo stress e de toda movimentação da "Cidade Grande", se eu desligar o ventilador e o computador o que ouço são apenas os "Sons da Natureza", e olha que não é nenhum CD ou DVD, é AO VIVO (Live)!!!! hehehe... Estou aqui, "sozinho", acompanhado de dezenas de seres vivos de tamanho reduzido, já que os do meu tamanho estão dormindo, nesse calorzão, e pela primeira vez com acesso à um meio de comunicação de duas vias neste local longínqüo.
Independente de crenças religiosas, acho que temos que aproveitar o Natal para repensarmos quais são os grandes fundamentos que ele traz à tona.
O Amor ao próximo, a solidariedade, a compaixão, o carinho, dentre muitas outras coisas.
Um pequeno e simples gesto às vezes pode representar muito mais do que imaginávamos. Um "bom dia", um abraço, um carinho. Pequenos gestos que demonstram o quanto uma pessoa é queria por nós, e que podem fazer deste dia um dia especial. Devemos deixar-nos um pouco de lado para poder pensarmos nos outros, ou melhor, para pensarmos no próximo. Porque o mundo não deveria ser feito de "eu" e "os outros", mas sim de nós todos, eu e os meus próximos, cada um com suas diferenças.
Não exitem em dar um abraço, um telefonema, um bom dia, um feliz natal ou mesmo um voto de felicidade às pessoas. Se todos pensássemos nisso e fôssemoss mais companheiros das pessoas que estão ao nosso redor, não precisaríamos nos preocupar tanto com não deixar alguém passar a perna em nós.
Se você têm alguém que te Ama, te respeita, te incentiva, fique feliz por isso, e retribua esse sentimento de carinho para alguém, deixando bem claro que você faz isso porque tem um sentimento real pelo próximo, e não por alguma obrigação ou aguardando uma retribuição. Muitas pessoas não tem alguém que zele por elas, ou mesmo alguém. Dessa forma, cabe a você, pessoa afortunada que é amado por alguém, incluir os solitários no nosso mundo de afortunados.
Gosto muito do ensinamento católico que diz: "Faça aos outros aquilo que você gostaria que fizessem a você."
Bem, que neste Natal o espírito de Amor natalino possa se espalhar!!
E que ele esteja em SC, dando força às famílias que perderam tudo, inclusive parentes e familiares. E também aos moradores dos grandes centros que sofreram muito com as chuvas dos últimos dias.

Um Grande e Fraterno Abraço,

Diego

Obs.: Sou muito grato a Deus por ele ter colocado uma pessoa tão maravilhosa quanto a Haydée para viver ao meu lado, alguém que sempre me apoia e me dá forças! =)

FELIZ NATAL

domingo, 7 de dezembro de 2008

A prática dos novos valores

Mais um texto recebido por email, esse vale à pena ler! Fala muito sobre o que é militância de verdade (dito por uma pessoa que tem muita experiência pra falar!). Texto referência de vida!
A prática dos novos valores
Frei Betto

Comecei na militância aos 13 anos, em 1957. Isso significa que tenho algumas décadas de militância. Iniciei num movimento chamado JEC - Juventude Estudantil Católica -, que me ensinou a unir fé cristã e luta política. O Evangelho, para mim, sempre foi uma fonte de inspiração para a militância. Uma das grandes descobertas da minha vida foi tomar consciência que todos nós, cristãos, somos discípulo de um prisioneiro político.

Há quem diga que a fé não tem nada a ver com política. Ora, Jesus não morreu na cama, nem de desastre de camelo numa rua de Jerusalém. Morreu sob dois processos políticos, condenado à pena de morte na cruz. Sofreu um processo político movido pelas autoridades judaicas da época e, outro, movido pelas autoridades romanas.

Ser cristão é querer transformar o mundo, de modo a resgatar o projeto original de Deus, aquilo que ele queria para nós e consta da primeira página da Bíblia: um paraíso na Terra. Se o paraíso não existe hoje, a culpa é da nossa ambição, do nosso egoísmo, da nossa opressão, da nossa desigualdade.

Portanto, descobri aos 13 anos que, ser cristão, é lutar pela transformação das pessoas e do mundo. E não adianta perguntar o que vem primeiro: o ovo ou a galinha. É mudando as pessoas que mudamos o mundo; é se mudando que a mudamos o mundo; e é mudando o mundo que nos mudamos e mudamos os outros. Está tudo interligado.

Em 1961, aos 17 anos, fui eleito dirigente da União Municipal de Estudantes de Belo Horizonte. Naquela época, nós, cristãos, fazíamos aliança, na política estudantil, com militantes comunistas - contra os militantes da direita. Aprendi, então, que a diferença entre um cristão e um comunista pode até existir se um crê e o outro não, mas os dois se aproximam se vivem na mesma bem-aventuranç a da fome e da sede de justiça.

Quando eu estava preso, entre meus companheiros de cadeia, a maioria era comunista ateu. Às vezes, alguns debatiam comigo a existência de Deus. Eu dizia: "Cara, não creio em Deus, porque tenho certeza da existência dele, sinto que ele é uma experiência muito forte na minha vida. Agora, não vamos discutir isso não, pois quando a gente chegar no céu vamos ter muito tempo para discutir essas coisas. Agora, temos que tratar de como mudar essa realidade aqui, porque é isso o que Deus quer, para que a gente possa fazer dessa terra de injustiça uma terra de justiça ou, como diz a Bíblia, uma terra onde corra o leite e o mel".

No dia 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio Quadros renunciou à presidência da República. Nós, que apoiávamos o Jânio, temíamos que o Brasil caísse nas mãos de uma ditadura militar, o que veio a acontecer três anos depois. Fomos para as ruas lutar pela volta do Jânio à presidência da República. Foi a primeira vez na minha vida que enfrentei polícia e bomba de gás lacrimogêneo, nas ruas de Belo Horizonte.

Naquele dia, descobri duas coisas importantes para nossa militância. Primeiro, quem entra na militância, tem que entrar com o coração; não basta entrar com a cabeça. Quem entra com a cabeça tem medo. Quem entra com o coração, ama tanto a causa que defende, que enfrenta situações de risco sem medo. E a segunda coisa: o contrário do medo não é a coragem, é a fé. Quanto mais fé temos, mais confiamos no caminho que assumimos, certos de que esse é o desígnio de Deus para nós; quanto mais nos sentimos irmãos do companheiro Jesus, que deu a vida por essa causa de esperança e libertação, menos medo sentimos.

Medo nós sentimos quando pensamos primeiro em nós. Quando pensamos na causa, no movimento, no Brasil sem miséria, sem mortalidade infantil, vale a pena correr riscos.

Sob a ditadura militar

Em 1962, fui para o Rio de Janeiro, para ser um dos dirigentes nacionais da Juventude Estudantil Católica. Dos 17 aos 20 anos, andei esse Brasil todo duas vezes, de ponta a ponta, organizando grupos de estudantes, despertando a esperança, abrindo a visão dos jovens, dando força para que se organizassem e entrassem na luta.

Naquela época, acreditávamos que o Brasil ia mudar logo, até porque o governo foi assumido por partidos progressistas. O presidente era o João Goulart. Achávamos que as tais reformas de estruturas iriam acontecer logo. Mas, ficou claro uma coisa: o Brasil, desde que foi invadido pelos portugueses, sempre foi governado por uma elite sem nenhuma sensibilidade para o social.

Em 2000, comemoramos 500 anos de invasão do Brasil. Comemoramos uma história de dor e de sofrimento. Havia cinco milhões de índios quando os portugueses chegaram aqui; hoje, estão reduzidos a menos de 1 milhão. Os índios brasileiros, ao contrário dos índios de outros países da América Latina, tiveram o mérito de jamais se deixar escravizar pelos colonizadores. Devemos ter isso muito presente. Somos filhos de nações indígenas que jamais o colonizador português conseguiu escravizar. Dizimou, matou, afogou, queimou, mas não conseguiu escravizar o índio. Tanto não conseguiu que os portugueses tiveram que trazer da África homens e mulheres livres, como escravos, para trabalhar na lavoura e nas minas do Brasil. O Brasil foi o país das Américas com o mais longo período de escravidão - 320 anos. Vieram para cá, calcula-se, cerca de 10 milhões de africanos, dos quais 5 milhões morreram na travessia do oceano e têm o Atlântico como túmulo.

O Brasil passou de Monarquia para a República, mas a elite, infelizmente, ainda não mudou. Ora, em 1964, em nome dessa elite, os militares brasileiros rasgaram a Constituição. Deram um golpe de estado e implantaram uma ditadura, que durou 21 anos, de 1964 a 1985.

Em 1964, eu morava numa república de estudantes, no Rio, muito freqüentada por dirigentes estudantis. Muitas vezes dormia lá o Betinho, que todos conheceram da campanha da fome. Nossa república foi invadida pelo serviço secreto da Marinha, a 6 de junho. Acordei com uma arma na cabeça Eram quatro horas da manhã. Achei que era um pesadelo. Virei-me de lado. Um sujeito cutucou as minhas costas com a metralhadora. Então me dei conta de que era realidade, e não pesadelo. Fomos todos presos, levados para o quartel dos Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras. Ao chegar lá, vi uma montanha de livros numa sala. Livros que eles tinham apreendido, naquela noite, na casa de vários militantes que foram presos.

Foi a primeira vez que senti na pele o que é uma ditadura militar. Ficamos detidos só 15 dias, a maior parte do tempo em prisão domiciliar. Depois, descobrimos que a luta contra a ditadura não podia se restringir às manifestações estudantis. Tinha que ser uma luta mais profunda, o que nos fez desencadear, inclusive, a luta armada.

Ainda hoje, lutamos por direitos fundamentais. A nossa luta ainda não é por direitos humanos. Explico. Às vezes, quando viajo para fora do Brasil, me perguntam: "Como é a luta de vocês, no Brasil, por direitos humanos?" Eu respondo: "Falar em direitos humanos no Brasil é luxo. Infelizmente, ainda lutamos por direitos animais, porque isso de comer, defender-se do frio, educar a cria, é coisa de bicho, que a maioria da população do meu país ainda não tem assegurada pelas estruturas políticas."

Precisamos mudar esse país. Mas tendo claro quais os nossos métodos adequados de luta. Isso é curioso: quem decide os nossos métodos não somos nós. É a elite que governa o Brasil. Podemos e devemos lutar na legalidade e na legitimidade. Devemos esgotar todas as formas de lutas e todas as formas legítimas e legais possíveis. Mas, quem diz, a um certo momento, que determinadas formas de luta já não são mais possíveis? O governo e a elite que controlam o país.

Durante muito tempo, sob a ditadura, a nossa luta no movimento estudantil expressava-se em grandes manifestações, passeatas, protestos. Até que a ditadura proibiu todas as formas democráticas e legais de luta. Diante de uma ditadura que nos reprimia com armas, tanques, metralhadoras, fuzis, prisão, tortura, morte e desaparecimento de companheiros, não nos restou outra alternativa senão a resistência armada.

O meu "crime" foi fazer contrabando de genteŠ Por isso fui preso em 1969. Estive um mês detido no Rio Grande do Sul; depois, fui levado para São Paulo. Ali fiquei dois anos preso, sem julgamento. Não tinha idéia se ia sair vivo da prisão, nem se ia ficar dois, três, dez ou quinze anos. Dois anos depois, fui condenado a quatro anos de prisão. Meu advogado fez o recurso, pedindo a redução da pena. Ela foi reduzida, de quatro para dois anos, faltando um mês para eu completar os quatro anos de cadeia. De modo que tenho dois anos de crédito com a liberdadeŠ

As lições da prisão

A prisão foi uma grande escola para todos nós que sobrevivemos a ela. Infelizmente muitos companheiros morreram na prisão, como frei Tito de Alencar Lima que, aos 24 anos, foi torturado até à loucura. A prisão é um sofrimento, mas tem duas grandes vantagens. Primeiro, ali pode-se falar de tudo, porque não há o perigo de ser preso. Segundo, aprende-se a deixar de ser egoísta.

Nosso grande inimigo não é a elite, o capitalista ou o opressor. O grande inimigo está dentro de nós. É o homem velho ou a mulher velha que carregamos no coração. Esse é o grande inimigo, e que, muitas vezes, se disfarça de combatente, de militante, de revolucionário. Enche a boca de palavras novas mas, no fundo, é movido pela vaidade, pela pretensão, pela vontade de estar por cima do outro, pela ambição.

Isso é uma das coisas que me doem quando olho para trás: vejo companheiros que foram para a prisão comigo, assumiram riscos de vida na luta aqui fora, provocava inveja a firmeza que demonstravam; diante deles eu me perguntava: "Saindo da cadeia, serei ao menos 10% militante como eles?" Mas esses companheiros, ao sairem, foram cooptados, engolidos pelo sistema, não souberam cultivar neles os valor do homem novo e da mulher nova. Deixaram-se levar pela ambição, pela maracutaia da política, pelo uso da mentira para conquistar posição, por um poderzinho de sindicato, de movimento popular, pela convicção de ser melhor do que o coletivo ou, também, pelo excesso de militância.

Quem se gaba: "Sou um super militante, participo do MST, da CUT, dos movimentos populares, da pastoral, estou em todas". Eu respondo: "Não, você não é militante, você é um militonto". Militante que não ri, não faz festa, não tira férias, não namora, não se diverteŠ comece a desconfiar dele, porque vai dar zebra. Como dizia o companheiro Che, não se pode ser apenas duro, perdendo a ternura. Por quê? Porque como temos que parar para dormir, descansar a cabeça, temos também que parar para nos divertir, celebrar, resgatar as energias. Caso contrário, nossa saúde psíquica vai para o brejo. Começamos a ficar duro com os companheiros, agindo como militante fariseu, e não como militante sadio. O militante fariseu é aquele que é duro com os outros, mas não consigo mesmo; o sadio é tolerante com os outros e exigente consigo. Mas, essa exigência tem que apoiar-se na festa e na fé. Isso é fundamental.

A repressão da ditadura conseguiu acabar com todos os movimentos armados. Por que nos derrotou? Onde falhamos? Tínhamos quase tudo: coragem - vários companheiros deram a vida na luta -, teorias, armas, dinheiro das expropriações bancárias etc. Faltou um detalhe: apoio popular. Não tínhamos o principal e, por isso, a ditadura conseguiu criar um fosso entre nós e o povo.

Quando começamos a achar que somos a vanguarda, que o povo não sabe, é ignorante, atrasadoŠ sem querer começamos a fazer o jogo da direita, porque tudo o que ela quer é que a vanguarda fique separada da massa. A minha geração sentiu isso na resistência armada. Ora, um revolucionário assume todas as dimensões importantes para o povo, e uma dessas dimensões é a religiosidade. Fico muito desconfiado de companheiros que fazem um cursinho por aí, aprendem meia dúzia de teorias revolucionárias e já saem torcendo o nariz para a fé do povo. Isso é um perigo. Lênin, que não era médico, mas entendia de revolucionário, já tinha diagnosticado isso. Chamou de esquerdismo, "a doença infantil do comunismo". Há que estar atento a esse sintoma.

Temos que dar passos no ritmo do povo, para ajudá-lo a caminhar no ritmo das mudanças sociais. Se a minha avó e a minha mãe são agricultoras semi-analfabetas, e não estão entendendo a conjuntura, o problema não é delas, o problema é meu. Como militante tenho que encontrar uma pedagogia, de modo que elas venham a entender a nossa língua. Que o povo não entenda certas coisas, isso não é problema, é resultado do sistema de dominação em que vivemos.

O trabalho com o povo

Saí da prisão em 1973 e fui viver em uma favela, em Vitória, no Espírito Santo. Vivi ali cinco anos. Ao chegar lá torci o nariz, porque domingo, dia em que eu podia encontrar os vizinhos, ficava todo mundo trancando dentro de casa, vendo programas de auditório. E eu dizia: "Como esse povo é alienado, passa o domingo vendo bobagem na TV" Até descobrir que o alienado era eu, que não entendia por que que o povo ficado ligado na TV. Descobri que o povo vê programas de entretenimento porque é muito pobre e não tem dinheiro para passear no domingo, não tem espaço para ir no teatro. A única maneira de distrair a cabeça e não pensar no sufoco da vida é, no fim de semana, sentar diante da TV e ficar vendo as bobagens.

Como é importante conhecer a cabeça do povo e não achar que a nossa cabeça entende tudo, porque pensamos diferente. Se não tomamos cuidado, acabamos como aquele vigário que resolveu tirar as imagens da igreja e pôs a de São Sebastião na garagem da casa paroquial. No domingo, a igreja estava vazia. Todo mundo se reuniu na garagem da casa paroquial. Ou seja, ele nem perguntou para o povo se queria ou não que tirasse a imagem. Achou que sabia o que era bom para o povo e quebrou a cara, porque o povo tem uma relação com os santos que é diferente da relação do vigário.

Após anos na favela, fui para São Paulo, onde trabalhei mais de 20 anos, sobretudo no ABC. Participei de todas aquelas greves dos metalúrgicos. O que aprendi ao longo daqueles anos? Aprendi algumas coisas importantes. Só vamos construir a nova sociedade se começarmos agora, e começarmos por cada um de nós. Ninguém vai poder construir a sociedade nova deixando os nossos defeitos virarem tiririca na sociedade velha. Trabalhei muitos anos nos países socialistas. Estive na Rússia, na China, em Cuba inúmeras vezes, na Nicarágua, na Tchecoslováquia, na Polônia e na Alemanha Oriental, antes da queda do muro de Berlim. Se me perguntassem: "Por que o socialismo fracassou na Europa e caiu o muro de Berlim?" eu responderia: "Porque quiseram construir uma casa nova com material velho." Não dá. Se queremos construir uma sociedade nova, temos que fazer esforço, desde agora, para sermos homens e mulheres novos. Em nome da casa nova não podemos agir de uma maneira velha. Podem ter certeza, não dá para construir casa nova com material velho. Bate um pé de vento da história e vem tudo abaixo, como o Muro de Berlim foi abaixo e nos desmoralizou, porque defendemos o socialismo como uma etapa superior de sociedade.

Outro fator que explica o fracasso do socialismo no Leste europeu: o ser humano tem duas grandes fomes - a de pão e a de beleza. Beleza, é tudo isso que dá sentido à vida, tudo isso que não é material, mas é simbólico, essencial. Fome de beleza é a fome de amor, de festa, de alegria, de fé; é a fome de amizade e de companheirismo. A primeira fome o socialismo respondeu - a de pão, malgrado as dificuldades. Mas, infelizmente, não respondeu à segunda, a fome de beleza. Por quê? Porque era tudo de cima para baixo. O povo não tinha direito de sonhar como gostaria. Então, a cabeça do povo começou a sonhar com o sonho do capitalismo, como se fosse melhor, e o povo acabou indo para a rua, para derrubar o socialismo, para virar capitalismo. Hoje aquele povo sabe que vive numa situação pior do que no socialismo. Mas, agora é tarde.**

Para não cometer os mesmos erros no futuro e atuar bem no presente, temos que conhecer a história do passado e ousar assumir aqueles valores que criam condições de construir o homem e a mulher novos. Hoje, a ética é um imperativo revolucionário.
* Frei Betto é escritor e autor, em parceria com Domenico de Masi e José Ernesto Bologna, de "Diálogos Criativos" (DeLeitura), entre outros livros.
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http://diraol.blogspot.com/2008/12/92-dos-alemes-orientais-preferem-o.html

92% dos alemães orientais preferem o comunismo no país

Recebi essa reportagem por e-mail há algum tempo......
92% dos alemães orientais preferem o comunismo no país
Para marcar a data da queda do Muro de Berlim, o Der Spiegel fez uma pesquisa, divulgada neste sábado (10), com mil alemães que cresceram nos dois lados do país dividido até 9 de novembro de 1989. A conclusão, para desespero do semanário alemão, é que, mesmo depois de 18 anos da queda do muro, 92% dos germânicos orientais, de 35 a 50 anos, ainda preferem o regime comunista ao capitalista. Já 60% dos jovens, de 14 a 24 anos que moram no Leste, lamentam que nada tenha restado do comunismo na sua pátria.
Por Carla Santos

Junto com a TNS Forschung, o Spiegel fez a pesquisa com duas gerações distintas de alemães orientais e ocidentais com o objetivo de obter um retrato dos resultados da unificação na psique nacional. A conclusão é que o muro ideológico ainda permanece nas mentes alemãs, quase duas décadas após a reunificação.
Foram entrevistadas 500 jovens na faixa etária de 14 a 24 anos e seus 500 pais na faixa de 35 a 50 anos. A primeira, tinha no máximo seis anos quando o muro caiu e, evidentemente, possui uma experiência temporal menor do período em que o país estava dividido pela Guerra Fria.
Já a segunda geração tinha pelo menos 17 anos, e no máximo 32, quando ocorreu a debacle do muro. O método da pesquisa constatou que praticamente não há diferenças entre as gerações mais jovens e mais velhas na sua forma de pensar a reunificação.
Socialismo, uma boa idéia
As maiores diferenças na pesquisa aparecem quando os entrevistados orientais e ocidentais compartilham suas opiniões sobre a vida na antiga Alemanha Oriental. O Estado comunista recebe notas muito mais altas dos que moram no Leste com relação aos que moram no Oeste.
Dos alemães orientais de 35 a 50 anos, 92% acreditam que um dos maiores atributos da antiga Alemanha Oriental foi sua rede de segurança social; 47% dos jovens no Leste também pensam assim. No item ''padrão de vida'', os jovens do Leste avaliam a Alemanha comunista de maneira ainda mais positiva que seus país.
Por outro lado, apenas 26% dos jovens ocidentais e 48% dos seus pais expressaram a opinião que a Alemanha Oriental tinha um sistema mais forte de bem estar social comparado com o de hoje.
Os alemães orientais também estão menos satisfeitos e menos otimistas com sua situação do que os que vivem nos Estados que compunham a antiga Alemanha Ocidental. Eles estão muito menos convencidos das virtudes do capitalismo do que seus colegas ocidentais. Muitos acreditam que o socialismo é uma boa idéia que simplesmente não foi bem implementada no passado.
Contudo, apesar da nostalgia pela Alemanha Oriental, a maior parte dos alemães orientais diz que preferiria morar no Oeste, caso um novo Muro de Berlim fosse construído hoje. O que não é de todo contraditório, já que durante a Guerra Fria, com o apoio de todo tipo dos EUA ao Oeste, e também todo tipo de boicote ao Leste, a Alemanha Ocidental oferecia muito mais riqueza, ainda que com alguma desigualdade, do que a Oriental.
Identidades diferentes
Os dados da pesquisa revelam que as diferenças ideológicas se refletem na identidade de cada grupo, já que 67% dos jovens alemães, e 82% de seus pais, orientais e ocidentais não sentem que possuem as mesmas identidades.
Quanto tempo, entretanto, levará para a Alemanha se unificar ideologicamente? Para 25% dos jovens alemães ocidentais, e só 5% dos orientais, ''não levará mais do que cinco outros anos''. Apenas 12% e 4%, respectivamente, de pais concordaram com os filhos.
Muitos jovens alemães orientais vêem a Alemanha de hoje como um lugar onde seus pais têm dificuldades para encontrar um caminho. Apesar da geração mais nova praticamente não ter vivenciado a vida sob o socialismo, o compartilhar das lembranças, opiniões e histórias de seus pais naturalmente os influênciam.
Jovens pensam como seus pais
Esta talvez seja a explicação - que os comentários do Spieguel tentam manipular a favor do Oeste - para que os jovens alemães do Leste vejam a antiga Alemanha Oriental sob uma luz mais otimista do que seus compatriotas no Oeste, e vice-versa.
''É uma opinião [as dos jovens da Alemanha Oriental] de lentes cor-de-rosa, que vê uma Alemanha Oriental com emprego para todos, creches para todas as crianças e um sistema de bem estar social que acompanhava o cidadão do berço ao túmulo. É claro, essa geração não foi exposta aos aspectos negativos da vida sob o domínio comunista - como filas de comida e repressão da polícia'', argumenta o Spiguel.
Porém, a pesquisa indica que o mesmo argumento de ''lentes cor-de-rosa' ' para desqualificar a opinião dos jovens do Leste, sobre a Alemanha Oriental, também serve aos jovens do Oeste, com relação a Alemanha Ocidental, com pelo menos um ponto de vantagem para os primeiros. Quem viveu a Alemanha comunista agora está vivendo a capitalista, enquanto que o inverso não foi possível.
Tiro no pé
Como toda manipulação não se sustenta por muito tempo, o próprio Spiguel é obrigado a admitir a realidade, um verdadeiro tiro no pé, no último parágrafo da matéria que noticiou a pesquisa neste sábado.
''Ainda assim, os sentimentos positivos para certos aspectos da antiga Alemanha Oriental continuam altos. Dos jovens alemães orientais entrevistados, 60% disseram que achavam ruim que nada tivesse restado das coisas que se podiam orgulhar da Alemanha Oriental''.
Os resultados da pesquisa fazem lembrar o seriado alemão que - devido ao imenso sucesso no país - virou filme lançado em 2003, chamado Adeus, Lênin!, do diretor alemão Wolfgang Becker.
''Adeus, Lênin!''
No longa, Christiane Becker (Kathrin Sa), que mora na então Alemanha comunista, é abandonada pelo marido, tendo que criar seus dois filhos, Alexander (Daniel Brühl) e Ariane (Maria Simon), sozinha.
Uma vez recuperada do trauma da separação, Christiane torna-se uma cidadã ativa e exemplar, transformando o país em um substituto de seu marido, abraçando assim, o ideal comunista.
Mas ao ver Alexander participando de uma revolta anti-socialista, ela fica gravemente doente e acaba entrando num longo coma que a faz dormir durante a queda do Muro de Berlim e a adaptação ao capitalismo de sua Alemanha Oriental.
Ela acorda do coma, mas frágil demais para se deparar com o choque das mudanças do mundo ao seu redor. Comovido, Alexander precisa forjar a vitória da ideologia do comunismo e sapatear para criar a ilusão na mãe de que nada mudou.
Socialismo vivo
Quatro anos após o lançamento do filme, que teve como pano de fundo o dilema da reunificação sob a égide capitalita com o fim da Guerra Fria, a pesquisa reafirma que o ideal comunista não morrerá tão cedo nos corações dos alemães que viveram as primeiras experiências mais duradouras do regime no mundo.
A manifestação com 50 mil pessoas pessoas em Moscou (Rússia), no último dia 7 de novembro, por ocasião das comemorações dos 90 anos da Revolução Russa, é apenas mais uma fotagrafia do quanto por lá esse sentimento continua extremamente vivo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Eleições por toda parte - e os eleitores com isso?

Este texto abaixo é o meu texto para a próxima edição do Jornal O Politécnico. Ele estava pronto já na semana passada, e o jornal deve sair somente nesta quinta-feira, mas acho que preciso divulgá-lo antes em virtude do que está acontecendo na Escola Politécnica.

Há poucas semanas atrás teve fim mais um processo eleitoral de nossos representates municipais, no qual foram eleitos Prefeitos e Vereadores.
Do ponto de vista de organização o processo eleitoral brasileira é modelo de excelência internacional. É um dos maiores, contando com 130.378.807 eleitores – sendo São Paulo o município com maior número de eleitores, 8.180.756. Além disso, é um dos mais democráticos, votam negros, brancos, alfabetizados e não-alfabetizados, mulheres e homens, índios, moradores das metrópoles, moradores de vilas longínqüas que nem energia elétrica têm. Todos têm o direito de votar, e o Estado se certifica de que todos tenham a possibilidade de exercer tal direito. E mais, em questão de 2h00 a cidade de São Paulo já sabia o resultado do primeiro turno das eleições. Em muitos países são necessárias semanas após as eleições até que se saiba o resultado.
Já do ponto de vista dos candidatos e suas proposições e atuações, o que vimos foi algo completamente diferente. Em São Paulo a sociedade civil se organizou e formou o Movimento Nossa São Paulo. Ele conta com participação de pessoas de todos os grupos e classes sociais da cidade, desde os indivíduos das classes mais baixas até altos empresários ligados a grupos como a FIESP. O Movimento Nossa São Paulo organizou, durante o ano todo, uma série de atividades com a finalidade de produzir propostas da Sociedade Civil aos candidatos à prefeitura e à Câmara de Vereadores. Quando mais próximo das eleições, foram organizados debates temáticos, nos quais foram convidados todos os candidatos à Prefeitura de São Paulo, para que tais propostas fossem entregues e para que os candidatos pudessem expor suas propostas com relação ao tema do debate. Nos dois eventos em que eu estive presente, nenhum dos “grandes nomes” foram, eles apenas enviaram um “representante do partido”. Assim, acho importante citar o nome dos que estiveram presente, naqueles que foram momentos de celebração da democracia, nos quais o eleitor comum teve a chance de fazer a sua pergunta aos candidatos e ouvir suas propostas: Edmilson Costa, Ivan Valente, Renato Reichmann e Soninha Francine.
Já os debates transmitidos pela televisão e os “propagandísticos” não serviam para apresentação de propostas. O que vimos foi um show de acusações, tentativas de difamação, mentiras, joguinhos de politicagem. A impressão que ficou para mim foi a de que o importante é estar no poder, independente se para se atingir esse objetivo seja preciso mentir, difamar, e outras coisas mais. Infelizmente os debates transmitidos pela televisão
E o que nós, eleitores, podemos/devemos fazer contra toda essa politicagem dentro da política? Nós devemos buscar as informações verdadeiras, ler os programas de cada candidato/partido, buscar como foi a atuação dele nos espaços de atuação, buscar mais de uma fonte de para cada informação. E depois de passar o processo eleitoral, nós devemos acompanhar os candidatos eleitos, independente de ter votado nele ou não! Temos, em São Paulo, por exemplo, a campanha “adote um vereador”. Temos que ficar de olho, cobrar o cumprimento das promessas!
E porque eu decidi falar sobre tudo isso? Bem, por dois motivos.
Um deles é porque eu acho os processos eleitoral e democrático importantíssimos. Mas eles não são simples e nem fáceis de lidar. Eles nos dão muito mais possibilidade de melhorar a sociedade para todos, de crescer, de que seja feita a vontade da população.
O outro motivo é que estamos vivendo o momento eleitoral na Escola Politécnica. Dessa vez, com duas chapas concorrendo! Desde de quando eu entrei aqui não havia presenciado tal “evento” (duas chapas concorrendo à gestão do Grêmio). Acho isso fantástico! Acho que estimula mais as pessoas a participarem do processo eleitoral, e também a pensar e olhar com mais cuidado para o Grêmio Politécnico.
O que me preocupa é a postura que as pessoas terão diante deste processo de “competição”. Fico preocupado, depois de ver tanta falta de sensatez democrática no processo eleitoral brasileiro, se isso vai ser replicado dentro de “nossa casa”. Afinal, convenhamos, nenhum dos “grandes” candidatos á prefeitura de São Paulo são pessoas desfavorecidas socialmente. São todas pessoas que sempre freqüentaram boas escolas, fizeram boas faculdades (Poli, por exemplo), não passaram grandes dificuldades, assim como a grande maioria dos politécnicos.
Como fui gestão do Grêmio no ano de 2007, e acompanhei, de longe na maior parte do tempo, a gestão 2008, sei muitas coisas da situação atual do Grêmio. E me preocupa ver que um dos grupos que quer ser a próxima gestão e que se diz preocupado com a instituição representativa dos alunos da Escola Politécnica esteja divulgando falsas informações há meses, principalmente por saber que tal grupo sabia das informações verdadeiras, mas mesmo assim optou por falar inverdades.
O Grêmio Politécnico tem muitos problemas, e sua comunicação com os alunos é bem falha. Porém, afirmo com certeza absoluta que isso não ocorre por falta de vontade de quem lá está. Isso ocorre porque o Grêmio é uma entidade enorme, com grandes projetos, e que demanda muito trabalho. Sem colaboração é muito mais difícil conseguir fazer tudo o que tem para ser feito (mais ainda é fazer coisas novas), e por diversas vezes encontramos pessoas ficam apenas criticando “de fora” e atrapalhando, mas não se propõem a ajudar a realizar as atividades.
Entendo que propostas de “mudanças absolutas” não são benéficas para ninguém, vide o que sempre acontece no poder público no Brasil, sempre que se mudar o grupo político que ganha a eleição, o trabalho anterior é jogado fora ou remodelado completamente, e tenta-se implementar coisas novas, geralmente sem mudança estrutural, apenas com mudanças de perfumaria, para poder ganhar nome e utilizar como mote para a eleição seguinte. A lógica de que oposição é igual a descontinuidade geral sempre impera, e em função disso não conseguimos gerar um acúmulo de conhecimento e experiência que beneficiem a todos. Porque não dar os créditos a quem é devido? Porque não trabalhar junto se existe algo de bom no vigente? A continuidade não é ruim, muito pelo contrário. Um ecossistema só se forma se houver continuidade, não se poder ficar mudando tudo.
O trabalho dos representantes discentes, por exemplo, é algo que aparece muito pouco, mas que faz uma grande diferença para a comunidade. E o acúmulo de experiência é algo fundamental para os RD’s. As comissões das quais eles fazem parte se reunem no máximo uma vez ao mês. Em função disso o tempo que se leva para entender como as coisas funcionam e começar a ser ativo e ter influência na comissão é enorme. Assim como ocorre com os RD’s de departamentos, a transição não deve ser brusca, os futuros representantes devem se aproximar dos atuais e acompanhar seu trabalho por meses antes de assumir efetivamente a posição, mesmo não podendo ir em muitas reuniões. No caso dos RD’s centrais (vinculados ao Grêmio), como existe a possibilidade de mais de um RD por comissão na maioria das vezes, essa transição deveria ocorrer durante um ano inteiro, mesclando pessoas com experiência com os “novatos”. Faz toda a diferença do mundo ter um representante discente experiênte para ajudar, orientar e incentivar quem está começando agora. Creio que o tempo de maturação para um RD é de um ano, ou seja, no primeiro ano ele aprende e no segundo ele leva a comissão e ensina os próximos RD’s.
Os RD’s da Congregação, por exemplo, conseguiram desenvolver um trabalho muito bom neste ano dentro das reuniões. Fizeram alguns informativos e reuniões abertas com os alunos para discutir temas importantes que seriam tratados na Congregação, como a Estatuinte, por exemplo, que vem sendo discutida desde junho de 2007 na Congregação. Mas isso só foi possível em virtude de um acúmulo que o grupo já tinha, e da renovação do grupo ano a ano, sempre mesclando as pessoas, permitindo assim que o aprendizado não consumisse todo o tempo, e possibilitando-os se aproximar mais um pouco dos alunos.
Em função disso tudo, sugiro a todos os politécnicos que pesquisem antes de escolher a sua chapa. Vejam suas propostas, verifiquem se as informações que cada chapa está passando são verdadeiras (as atividades do Grêmio e seus departamentos têm ATAs, nas quais constam quem estava presente nas reuniões, além dos informes das atividades que foram feitas e quem as fez – as atas encontram-se disponíveis no Fórum do Grêmio). Confira com quem cada chapa conversou, em que projetos ela participou, quais foram as posturas que ela teve nas reuniões, qual o acúmulo que ela já tem. Não confiem apenas no que cada chapa diz! Confiram as informações! O site do Grêmio têm muita informação, o fórum também! Se tiverem dúvida em como consultar, procurem o Grêmio para saber como ter acesso, as atas das reuniões são públicas, e estão disponíveis no Grêmio e no fórum do Grêmio para qualquer politécnico!

Bem, é isso ae, que a democracia e a verdade se sobressaiam nesse processo eleitoral!

Lnks de referência:
Site do Grêmio: http://www.gremio.poli.usp.br
Fórum do Grêmio: http://www.gremio.poli.usp.br/forum
O que é a Congregação? Veja informativo na página inicial do site do Grêmio.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Fatos e Boatos

Boato 1:
"Estrutura financeira, administrativa e jurídica: um dos nossos maiores desafios! O Grêmio tem se mostrado deficiente nessa área, colecionando dívidas (é cara, o grêmio deve - e não é pouco, não, viu?!) e derrotas judiciais, que acabam por originar mais dívidas. Um bom exemplo disso é a recente perda da Cadopô, que perdemos para a prefeitura graças a dívidas relativas ao IPTU." Trecho extraído da "Primeira Carta Aberta" da Chapa PolInova, concorrente ao Grêmio 2009.
Fato 1:
"Em 20 de dezembro de 2006 foi publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo o Decreto Nº 48.021, assinado pelo então prefeito, Gilberto Kassab, que declara a Casa do Politécnico - Cadopô - como sendo de utilidade pública para fins de desapropriação para expansão do Arquivo Histórico do Municipal Washington Luiz, localizado no Edifício Ramos de Azevedo próximo à Avenida Tiradentes, vizinho à Cadopô." Texto extraído do site do Grêmio Politécnico conforme link abaixo:
http://www.gremio.poli.usp.br/ (link retirado do ar pela gestão polinova2009, recolocado em http://gpoli.co.cc)
Boato 2: "Se você não sabe como foi, eu te conto: foram feitas várias votações para saber se a Poli era contra ou a favor da greve. A decisão só saiu na 9ª votação, quando finalmente o “a favor”ganhou, após perder nas 8 contagens anteriores." Trecho extraído da "Segunda Carta Aberta" da Chapa PolInova, concorrente ao Grêmio 2009.
Fato 2:
Os estudantes da Escola Politécnica da USP foram contrários à ocupação da reitoria da USP ocorrida em 2007. Esta decisão foi tomada em Assembléia no dia 1 de junho de 2007, e ratificada em outra Assembléia em 05 de junho de 2007. Estas Assembléias contaram com mais de 600 pessoas, cada! - Sendo a segunda maior que a primeira.
Para ver as atas das Assembléias clique nos links abaixo.
ATA da Assembléia de 01 de Junho de 2007 (link retirado do ar pela gestão polinova2009, recolocado em http://gpoli.co.cc)
ATA da Assembléia de 05 de Junho de 2007 (link retirado do ar pela gestão polinova2009, recolocado em http://gpoli.co.cc)

Nos dias de hoje.... Contextualizando.....

Só pra contextualizar o que está se passando na Poli Land.....
Estamos em período eleitoral do Grêmio Politécnico....
Pela primeira vez desde que entrei (2005) está ocorrendo uma eleição com duas chapas!!!... Acho isso fantástico!.... Fico apenas triste pelos posicionamentos de uma das chapas... Estou como Representante Discente da chapa Senso In-Comum (http://chapasensoincomum.blogspot.com). Como oposição existe a chapa polinova. Que está se demonstrando uma chapa hierarquizada (não-democrática internamente), autoritária (foi o que eu vi durante esse semestre das poucas atuações deles), absolutamente preconceituosa (vide a segunda carta aberta, a ser explicada a seguir), e, por fim, mentirosa! Mentirosa pois disseram não ter informações que tinham, disseram ter participado de vários projetos dos quais eles não participaram, falaram em nome de pessoas que não estavam presentes e depois desmentiram eles, e, mesmo sabendo de certas informações, teimam em falar o oposto (Fatos e Boatos)...

Bem..... vamos ver no que vai dar.....

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cidadão de Papelão

Vídeo-clipe sobre a música "Cidadão de Papelão" (Teatro Mágico) feito pelo meu tio para o concurso do Fiz.TV:
Para quem assistir e gostar não esqueça de votar no vídeo! Do lado superior direito da telinha do vídeo tem 3 "botões", a votação é no terceiro (de cima pra baixo) - "Esse vídeo deve ir para o ar?"

Valeu Galera!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Qual será?

Quem será a felizarda? (rs)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Igen hiányzol nekem



A Distancia permite Saudade,
Mas nunca o esquecimento,
por mais longe que você esteja,
sempre estará no meu pensamento.


J'attends avec impatience le moment où vous serez de retour dans mes bras!
Je t'aime!

Bisses

quarta-feira, 30 de julho de 2008

10!

Hoje, 30 de Julho de 2008, é um dia muito especial para mim. Há dez meses atrás comecei (oficialmente, mas começou um pouco antes) uma nova fase de minha vida que só me trouxe alegrias.
Estou há dez meses ao lado de uma pessoa maravilhosa, que me alegra, me fortalece, me proporciona novas experiências, que tem feito da minha vida um paraíso.
Dée, obrigado por todos os momentos maravilhosos pelos quais passamos, obrigado por tudo que você tem feito em minha vida, desculpe-me pelas mancadas que eu dei (e pelas que eu ainda vou dar! rs... sou cabaço.... fazer o q ...).
Obrigado pelas experiências culinárias, culturais, pessoais, políticas, sociais, e tudo mais que for possível.
Sou uma pessoa absolutamente melhor com você ao meu lado, mais alegre, mais feliz.
Espero poder passar mais muitos e muitos (E MUITOS!!!!) 10 meses ao seu lado. Você é uma pessoa fantástica!

Beijos de quem Te Ama Muito!

Diego

Cobrança de Pedágios para Motos?

Comentários relativos à matéria do link abaixo e dos comentários dos leitores:
http://blog.estadao.com.br/blog/jc/?blog=32&c=1&page=1&more=1&title=mais_pedagios_para_moto&tb=1&pb=1&disp=single

Acho que deve-se sempre ser considerada a isonomia entre os cidadãos. Não entendo porque motoristas de motocicletas tem direitos e deveres distintos de motoristas de veículos com mais que 2 rodas (3 rodas se enquadra em que categoria?!) - À partir daqui tratarei estes veículos com mais que 3 rodas como automóveis. Todos somos motoristas e deveríamos estar submetidos às mesmas leis, todos deveríamos ter os mesmos direitos e os mesmos deveres.
Temos que pensar em muitos âmbitos. Do ponto de vista de sustentabilidade, uma motocicleta polui muito mais que um automóvel ("por cabeça"). Acho que isso deve ser levado em consideração, estudos não faltam para mostrar o quão crítica é a situação ambiental do planeta. Além disso, a degradação ambiental traz uma sobrecarga direta aos postos de saúde e hospitais.
Tem também a questão dos acidentes. Independente de quantidade, motos se envolvem em acidentes de trânsito, e isso demanda apoio médico, mecânico, guincho, e também causa dificuldades na circulação de veículos (inclusive motos).
Tem a questão da degradação do pavimento, também, que, com maior ou menor grau, existe.
Portanto, são muitas questões que devem ser consideradas, e eu entendo que deve ser cobrado sim pedágio de todos.
Não adianta tentar justificar que não quer pagar porque a via tem um asfalto ruim, isso para mim não faz o menor sentido. O que tem que haver é uma movimentação COLETIVA de motoristas de MOTOCICLETAS, CARROS, ÔNIBUS, CAMINHÕES E BICILETAS para cobrar do governo (e para que esse cobre e fiscalize as concessionárias) um bom investimento de recursos. Acho que a população tem que começar a lutar para ter seus direitos garantidos, e não para ter mais ou menos deveres. Quando começarmos a ter nossos direitos garantidos CONFORME A VONTADE DA POPULAÇÃO, a situação vai melhorar muito, e tenho certeza que diminuirá a cobrança indevida de impostos. Além do que, não acho que cobrança de impostos seja algo maléfico, só acho que a cobrança precisa ser justa respeitando-se as diferenças e que eles precisam ser bem empenhados, talvez essa seja a diferença entre o Brasil e a Suécia, que tem uma taxa de impostos altíssima também, mas que reinveste tal dinheiro na sociedade.
Acho que a movimentação por meio de Conselhos de Representantes e outras instâncias populares de atividades política são fundamentais para a melhoria do nosso país. Para quem quiser saber mais sobre tais instrumentos de democracia participativa, sugiro que conheça o Movimento NossaSãoPaulo (http://www.nossasaopaulo.org.br).

Abraços,

Diego

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Dica de Filme - 01 - Ray

Bem, vou tentar começar a postar dicas de filmes... hehehe... esse vai ser o primeiro.
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Com uma atuação simplesmente espetacular Jamie Fox (Ray Charles) traz à tela grande parte da trajetória de vida de um dos maiores músicos da história. É um filme que coloca o expectador dentro da história, com auxílio uma fotografia primorosa, de muita qualidade no áudio e com uma direção digna da figura lendária que Ray Charles representa.
O filme mostra como Ray, negro e cego desde os 7 anos, consegue conquistar seu espaço num mundo tomado pelo preconceito e pelo racismo (à época a segregação racial nos EUA era gritante, como mostra muito bem o filme).
Mostra também o lado negro do showbusiness, no qual muitas pessoas se perdem nas drogas (mas também que, com muita força de vontade é possível deixá-las), mostra o envolvimento com outras mulheres fora do casamento, e também como muitas vezes a fama e o dinheiro podem abalar amizades de longa data.
Bem, o filme realmente vale à pena, recomendo a todos! (De preferência numa sala com um bom sistema de som! rs).

Beijos e Abraços.

Links:
Soul Music
Rhythm and blues - R&B
Ray - The Movie
Gospel
Ray Charles (wikipedia)
Ray Charles (Albany, 23 de Setembro de 1930 — Los Angeles, 10 de Junho de 2004) foi um pianista pioneiro e cantor de música soul que ajudou a definir o seu formato ainda no fim dos anos 50, além de um inovador interpréte de R&B. Seu nome de nascimento era Raymond Charles Robinson, mas ele encurtou-o quando entrou na indústria do entretenimento para evitar confusão com o famoso boxeador Sugar Ray Robinson. Considerado um dos maiores gênios da música negra americana, Ray Charles também foi um dos responsáveis pela introdução de ritmo gospel nas músicas de R&B.

Cego aos sete anos de idade em razão de um glaucoma e órfão na adolescência, Ray Charles iniciou sua carreira tocando piano e cantando em grupos de gospel, no final dos anos 40. A princípio influenciado por Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a Atlantic Records em 1952, enveredou pelo R & B. Quando o rock & roll estourou com Elvis Presley em 1955, e cantores negros como Chuck Berry e Little Richard foram promovidos, Ray Charles aproveitou o espaço aberto na mídia e lançou sucessos como "I got woman" (gravada depois por Elvis), "Talkin about you", "What I'd say", "Litle girl of Mine" ,"Hit The Road Jack", entre outros, reunindo elementos de R & B e gospel nas músicas de uma forma que abriram caminho para a soul music dos anos 60, e tornando-o um astro reverenciado do pop negro.

A partir de então, embora sempre ligado ao soul, não se ateve a nenhum gênero musical negro específico: flertou com o jazz, gravou baladas românticas chorosas e standards da canção americana. Entre seus sucessos históricos desta fase estão canções como "Unchain my heart", "Ruby", "Cry me a river", "Georgia on my mind" e baladas country tais como "Sweet memories", e seu maior sucesso comercial, "I can't stop loving you", de 1962. Apesar de problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as interpretações de Ray Charles sempre foram apreciadas, não importando as músicas que cantasse. Uma "aura" de genialidade reconhecida acompanhou-o até o fim da vida e mais do que nos últimos álbuns que gravou, era nas suas apresentações ao vivo que o seu talento único podia ser apreciado.

Um notório mulherengo, Ray Charles casou-se duas vezes e foi pai de doze crianças com sete diferentes mulheres. Sua primeira esposa foi Eileen Williams (casado em 1951, divorciado em 1952) deu-lhe um filho. Outros três filhos são de seu segundo casamento, em 1955, com Della Beatrice Howard (divorciaram-se em 1977).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ray_Charles

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Casa do Politécnico

Caderninho de Prestação de Contas da Cadopô
Depois de quase 50 anos de um projeto fabuloso (as obras iniciaram-se em 1949 até aonde eu sei), acaba-se hoje uma história de muita luta, movimentação política e cultural, um verdadeiro centro de resistência contra a desmobilização e o emburrecimento da sociedade perante uma lógica social individualista e financeira.
A Casa do Politécnico (CaDoPÔ) foi um espaço de enorme movimentação, durante a maior parte de sua história. Lá foi criado o "Grupo de Teatro da Poli (GTP)" (que existe até hoje, e conta com mais de 80 membros - coisa rara entre grupos de teatro atualmente), foi criado o Jornal "O Politécnico" (que só sobreviveu à Ditadura Militar - conhecido como "Jornal Vermelho" - pois tinha aquele espaço para produção). Tivemos lá também o Departamento de Fotografia do Grêmio Politécnico, um jornal literário e até mesmo um Grupo de Cinema ("Grupo Kuatro de Cinema").
Mais recentemente foi palco de muitas atividades teatrais e tinha um grande potencial para se tornar um efetivo centro cultural - sendo que a proposta era de apresentações populares!
Com a criação da linha amarela do Metrô as possibilidade de revitalização integral da Casa seriam muito maiores, o GTP poderia voltar a utilizar aquele espaço, os politécnicos poderiam frequêntá-lo com maior periodicidade, poderíamos realizar muitos eventos, palestras, debates, exposições, mostras (como já vinha acontecendo - vide links abaixo), dentre muitas outras coisas.
Infelizmente muitas pessoas passaram pela história da Cadopô sem dar a ela a devida importância, assumindo responsabilidades e não as cumprindo, e isso - no meu entender - foi um dos principais motivos pelos quais os projetos não foram pra frente tão rápido e a história acabou por culminar numa infeliz desapropriação para se tornar um grande depósito.
Parece, inclusive, que a prefeitura entrou de vez no jogo da expeculação imobiliária. Ela possui dezenas de prédios no centro de São Paulo que não são utilizados - e que poderiam abrigar o arquivo ou mesmo se tornarem moradia popular; além disso, existe o projeto "Nova Luz", de revitalização (limpeza social) da região da Luz - ao lado da Cadopô. O Projeto Nova Luz prevê uma "revitalização" da região, trazendo empresas (e expulsando pessoas pobres). Isso fará com que o valor dos imóveis e terrenos subam de valor, ou seja, com as desapropriações que a prefeitura está fazendo hoje, daqui a alguns anos ela terá valorizado seus investimentos.
Aliás, se o projeto é desenvolver o centro de São Paulo, porque não deixar se instalar um Centro Cultural na Cadopô ao invés de fazer um arquivo? Faz algum sentido?
Vivenciei aquele espaço por cerca de 1 ano e meio, e hoje é para mim, enquanto politécnico, o dia mais triste da minha vida, e enquanto cidadão, um dia absolutamente triste.
Vou guardar muitas boas recordações da Cadopô, mas sempre terei em meu coração a tristeza de saber do potencial público daquele espaço que foi enterrado.
Tenho certeza de que o Arquivo Histórico Municipal é importantíssimo, mas acho que essa não é uma troca justa, tendo tantos prédios PÚBLICOS (que não precisam nem de desapropriação ($)) parados por aí.
Fica aqui uma pequena e singela homenagem a uma história de quase 50 anos.
Em Construção 1...








No Bar da Cadopô...








Em Construção 2...








De quem será o quarto?...







Galerinha do Bem...







A mais alta e resistente...











...curtindo os últimos momentos...

com um sentimento gélido de cortar a alma...

Wiki da Casa do Politécnico - Coletânia de histórias da época em que foi moradia estudantil feita que eu organizei.

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Alguns links sobre a Cadopô - E dizem que ela está abandonada....
João Batista de Andrade - História sobre a movimentação política da Cadopô
Felco - Festival Latinoamericano de la Clase Obrera 2006
http://www.ciranda.net/ - Felco de novo
http://estudiolivre.org/ - Arte!
http://www.queenbrazil.com/ - Evento do Primeiro Fã-Clube do Queen (banda inglesa) na Cadopô!
http://www.spiner.com.br/ - Teatro!
Sexo Verbal - Teatro
Caio Fernando Abreu - Teatro
http://www.spiner.com.br/ - Teatro
http://www.midiaindependente.org - Reunião sobre a UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento)
http://de.geocities.com/crusp2004/ - História
http://receitas.br101.org/arroz-ovo-bacon.html - História
Gestão 1990 do Grêmio - História
http://www.b-coolt.com/ - Teatro! (veja no dia 12.04)
http://www.gremio.poli.usp.br/ - História da Cadopô
http://www.cadopo.eng.br/ - Comunidade de ex-moradores
http://www.grupos.com.br/ - grupo de ex-moradores
http://www.usp.br/ - Notícia
http://prefeitura.sp.gov.br/ - Notícia (Aham! Acredito em tudo que foi dito sim.... )
http://www.folha.uol.com.br/ - Notícia
http://www.fotoplus.com/ - Referência a projetos de divulgação de fotografia (incluindo acesso a laboratório fotográfico) pelo Grêmio Politécnico - Ref. 6 na Pág. 3

Crítica ao projeto Nova Luz :
http://www.projetosurbanos.com.br/
http://www.territoria.com.br/
http://www.territoriogeografico.com.br/

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer e decidiu trabalhar...

Felicidade pura e simples, sincera, honesta, integral...


Eduardo e Mônica
Letra: Renato Russo
Música: Renato Russo

Quem um dia ira dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem ira dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar:
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque,
Noutro canto da cidade,
Como eles disseram.

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer.
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse:
"- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir."

Festa estranha, com gente esquisita:
"- Eu não estou legal. Não agüento mais birita."
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar

E o Eduardo, meio tonto, e so pensava em ir pra casa:
"- É quase duas, eu vou me ferrar."

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar.
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard.

Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo.
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo.

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis.
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês.

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus,
De Van Gogh e dos Mutantes,
De Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com a seu avî.

Ela falava coisas sobre o Planalto Central,
Também magia e meditação.
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola-cinema-clube-televisão."

E, mesmo com tudo diferente,
Veio mesmo, de repente,
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia,
Como tinha de ser.

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia,
Teatro e artesanato e foram viajar.
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar:
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar;

E ela se formou no mesmo mês
Em que ele passou no vestibular.
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois.
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa,
Que nem feijão com arroz.

Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram.

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade da saudade no verão.
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação.

E quem um dia ira dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo o coração?
E quem ira dizer
Que não existe razão?

terça-feira, 10 de junho de 2008

Quem me dera....

Quem me dera ter uma dessas......

Nova Canon EOS Rebel XS (e XSi) - veio para substituir a Rebel XT (e XTi):
http://www.usa.canon.com/consumer/controller?act=ModelInfoAct&fcategoryid=139&modelid=16303#ModelTechSpecsAct

Pixels
Effective pixels: Approx. 12.20 megapixels
Image Format
JPEG, RAW (14-bit Canon original) RAW+JPEG
ISO Speed Range
Basic Zone modes: ISO 100-800 set automatically
Creative Zone modes: ISO 100-1600 (in 1-stop increments), Auto
Exposure Compensation
Manual: ±2 stops in 1/3- or 1/2-stop increments (can be combined with AEB)
AEB: ±2 stops in 1/3- or 1/2-stop increments
Shutter Speeds
1/4000 sec. to 1/60 sec., X-sync at 1/200 sec.
1/4000 sec. to 30 sec., bulb (Total shutter speed range. Available range varies by shooting mode.
Type
Digital, single-lens reflex, AF/AE camera with built-in flash
Recording Medium
SD memory card, SDHC memory card
Shutter Speeds
1/4000 sec. to 1/60 sec., X-sync at 1/200 sec.
1/4000 sec. to 30 sec., bulb (Total shutter speed range. Available range varies by shooting mode.)
Type
Retractable, auto pop-up flash
Flash Coverage
17mm lens angle of view

Screen Monitor size
3.0 in.

LÁ VEM CUÍCA

















LÁ VEM CUÍCA
(Vicente Barreto e Tom Zé)
O samba caiu na moda
na esquina e na escola,
tamborim ficou de fora
pandeiro pedindo esmola.

E lá vem cuíca,
lá vem cuíca...

O piano da criada
já foi no psiquiatra
o reco-reco que padece
encostou no INPS.

E lá vem cuíca
lá vem cuíca;

As violas reunidas
contrataram advogado
e levaram no ministério
um grosso abaixo-assinado.

Uma reza milagrosa,
eu já fiz até promessa
pedindo a São Noel Rosa
pra socorrer o samba depressa.

E lá vem cuíca
lá vem cuíca

Pode ser um samba triste
partido alto ou maxixe
pode ser um samba à toa
a malvada não perdoa.

E lá vem cuíca
lá vem cuíca.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Comida Japonesa - Parte 3




Um pouco da história do Hashi


Também conhecidos como wari bashi, os pauzinhos foram o primeiro instrumento que o homem criou para evitar o contato direto dos dedos com a comida durante a refeição. Sua importância se reflete na maneira como é chamado no Japão: o-hashi em japonês, o 'O' que precede as palavras tem sentido honorífico.

O hashi constitui um prolongamento natural dos dedos, especialmente útil e higiênico nos tempos em que se comia em pratos comunitários. Não é difícil manipulá-lo, e quem o despreza, no mínimo, ignora que a humanidade já o utilizava 5 mil anos antes da invenção do garfo.

Quem vai a um restaurante japonês (ou asiático) deve pelo menos fazer um esforço para não usar garfo, faca e colher. Se houver dificuldade em usar os pauzinhos, a garçonete poderá improvisar um hashi com elástico na ponta superior, o que facilitará as coisas.

E claro, vale sempre lembrar que a comida é preparada em porções de tamanho ideal para o hashi.

Algumas dicas de etiqueta sobre o hashi:

- Em qualquer pausa durante a refeição, deposita-se o hashi em paralelo ao balcão, no suporte apropriado (oki), jamais apontando para o itamae-san: é agressivo! Se não houver oki, pode-se usar o próprio invólucro de papel, dobrado. Há quem faça as dobraduras tão bem que os invólucros improvisados como suporte resultam em belos origamis.

- Nunca 'afie' os pauzinhos, um contra o outro: fazer isso significa insinuar ao itamae-san que os hashi da casa são de qualidade inferior.

- Ter o próprio hashi, todo decorado e dentro de uma caixinha, guardado no sushi-ya predileto é um estranho costume brasileiro, provavelmente introduzido para fidelizar clientes, mas sem qualquer vínculo com a tradição japonesa. Além disso, que eu saiba, ninguém guarda seu próprio garfo e sua faca na churrascaria preferida...

- Nunca use o próprio hashi para servir os outros. Se houver prato, estenda-o para a outra pessoa; se não houver, use as pontas superiores do hashi para colocar a peça no balcão. Jamais a passe diretamente para o hashi do companheiro.

- Gesticular com o hashi nas mãos é deselegante - tanto quanto fazer isso com o garfo e a faca.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Quem não gosta de samba...

"...bom sujeito não é...."


"... é ruim da cabeça..."



"...ou doente do pé!"


Mulher, Patrão e Cachaça
Composição: ADONIRAN BARBOSA e OSWALDO MOLLES
Num barracão da favela do vergueiro
Onde se guarda instrumento
Ali, nóis morava em três.
Eu, violão da silveira, seu criado,
ela, Cuíca de Souza,
e 0 Cavaquinho de Oliveira Penteado
quando o cavaco centrava
e a Cuíca soluçava
eu entrava de baixaria
e a Ximangada sambava
bebia e sacolejava
dia e noite, noite e dia.

No barracão quando agente batucava
essa Cuíca marvada chorava como ela só
pois ela gostava demais do meu HIT
e bem baixinho gemia
gemia assim
como quem tem algum dodói
tudo aquilo era pra mim
gemeia e me olhava assim
como quem diz
alô, my boy
e eu como bom violão
carregava no bordão
caprichava o sol maior

Mais um dia, patrão, que horror
foi o rádio que anunciou com o fundo musical
Dona Cuíca de Souza
com Cavaco de Oliveira Penteado se casou!
Me deu uma coisa na claquete
eu ia pegá o cavaco
e o pandeiro me falou:
"Não seja bobo
Não se escrava
mulher, patrão e cachaça
em qualquer canto se acha
Não seja bobo
Não se escrava
mulher, patrão e cachaça
em qualquer canto se acha"

Em homenagem à cereja do bolo!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

30/05 - 8 mjeseci od velike sreće

Ao Meu Amor
Quando aportei-me em você
E ancorei-me em sua vida
Não poderia imaginar
Que seria,mais querida ,
Que a um ano atrás.
E que eu pudesse tanto te amar
Com tanta força e com ardor
Amo-te cada vez mais e mais
Não sei como cabe em mim ,Tanto amor

Te amo te respeito te admiro
E tenho um baita orgulho de ti
De ser tua em todos os sentidos
E com todos os sentidos.
Muitas graças,
Por me fazeres
Tão feliz
Artista: Sônia Rocha

Dée....

Volim te

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Comida Japonesa - Parte 1



- Sushi: É o mais famoso prato japonês no mundo. E o mais popular entre os japoneses, que o prepara em ocasiões especiais. Basicamente, o sushi pode ser definido como um bolinho de arroz coberto por peixes ou frutos do mar crus. Há, no entanto, vários tipos de sushis, que mudam de nome conforme a forma de preparo ou os ingredientes utilizados. Confira os tipos mais conhecidos:

- Niguiri: Pequenos bocados de arroz recobertos com fatias de peixes ou frutos do mar crus, sendo os mais comuns os de atum, camarão, enguia, lula, polvo, salmão e omelete;

- Gunkan: Arroz enrolado por algas marinhas e recheado com peixe cru, frutos do mar, ovas de peixes ou legumes;

- Uramaki: É um sushi às avessas. Neste tipo, o arroz recobre as algas, que, por sua vez, são recheadas com vários tipos de peixes, legumes e até frutas. No Brasil, a manga é utilizada na confecção deste tipo de sushi;

- Temaki: Cones de algas recheados com arroz, peixe cru ou frutos do mar e legumes;

- Chirashi: peixes, frutos do mar e legumes espalhados por sobre o arroz de sushi.

- Sashimi: Fatias de peixe cru degustadas com shoyu (molho de soja) e wasabi (raiz forte). Os japoneses comem alguns diferentes tipos de peixes crus. É óbvio que o peixe tem de estar o mais fresco possível.

Os mais populares tipos de sashimi são:

- Maguro: atum;
- Toro: atum gordo (parte nobre);
- Ika: lula;
- Tako: polvo;
- Ebi: camarão;
- Saba: cavalinha (espécie de peixe);
- Sake: salmão.

Como comer
: Ponha um pouco de shoyu em um pequeno prato. A maneira correta de embeber o niguiri sushi é virá-lo de cabeça para baixo, com a parte do peixe cru para baixo. Poucos tipos de niguiri sushi devem ser comidos sem o shoyu. No geral, você deve comer o sushi de uma vez, enfiando-o todo na boca. Você pode utilizar as mãos ou os hashis para pegar os sushis.

Como comer grandes pedaços de comida: Ponha um pouco de shoyu em um pequeno prato e acrescente um pouco de wasabi (raiz forte), misturando-os em seguida. Embeba as fatias de peixe ou de frutos do mar crus na mistura e coma de uma só vez. Alguns tipos de sashimi são comidos com gengibre ralado em vez de wasabi.

- Tempura: Frutos do mar e vegetais empanados e fritos em óleo fervente. Foi introduzido no Japão pelos portugueses. Hoje em dia, tornou-se um dos pratos mais populares do Japão, e também bem conhecido no mundo todo.

Algas:

As algas (kaiso) são uma importante parte da dieta japonesa, por ser muito rica em minerais. Várias espécies de algas são comidas de diferentes maneiras.

As três mais conhecidas são:

- Nori: É a mais comum. São lâminas secas e finas de algas usadas nos "rolinhos" e em outros tipos de sushi. Pode ser usada como condimento ou acompanhamento para o arroz;

- Wakame: É comumente usada em sopas como a de misô ou em alguns tipos de saladas. Hoje em dia, wakame é vendida na forma seca, mas ela se expande quando a põe na água;

- Kombu: É usada como ingrediente básico de sopas.


- Wasabi: É um dos principais temperos da culinária japonesa. Feito de raiz forte, costuma ser utilizado em forma de uma pasta como condimento em sashimis e sushis. De qualquer forma, wasabi é também muito usado em outros pratos japoneses.

- Saquê: É feito de arroz e água. Há vários tipos regionais de saquê. Sua graduação alcoólica varia entre 10 e 15% e pode ser servido quente ou gelado. Costumam ser servidos em pequenos potes ou em um recipiente chamado masu. Atualmente, alguns já são vendidos em embalagens tetra packs (de papelão reciclável).

- Umeshu: lícor de ameixa.

- Shochu: É um tipo de aguardente. Pode ser feita de cereais e de batata doce. É bem mais forte do que o saquê.

- O chá: É uma das bebidas mais populares do Japão. O chá verde é bebido em qualquer lugar e em qualquer ocasião. Diferentemente do chá inglês, o chá verde é servido em canecas sem a asa e nunca é bebido com açúcar ou creme. A maneira correta de beber chá verde é segurar a caneca com uma mão e apoiá-la embaixo com a outra mão. Há vários tipos:

- Gyokuro, sencha, bancha: O chá verde mais comum feito de folhas secas de chá, que apresentam três níveis de qualidade;

- Houjicha: Chá verde feito das folhas torradas do chá, que lhe dá uma coloração marrom;

- Matcha: É usado na Cerimônia do Chá e tem o sabor mais amargo. É feito das folhas de chá moídas;

- Chá chinês: São chás aromáticos, como o "oolong" e o de jasmim, etc.;

- Kocha: É o nome do chá preto.

terça-feira, 20 de maio de 2008

So Happy Together
The Beatles

Imagine me and you, I do
I think about you day and night, it's only right
To think about the girl you love and hold her tight
So happy together

If I should call you up, invest a dime
And you'd say you belong to me, I'd lose my mind
Imagine how the world could be so very fine
So happy together

Chorus:
I can't see me lovin' nobody but you
For all my life
When you're with me, baby the skies will be blue
For all my life

Me and you, and you and me
No matter how they toss the dice, it had to be
The only one for me is you, and you for me
So happy together

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Envy.....

"A inveja é um produto social e histórico, sentimento esse arraigado no capitalismo no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação, a inveja seria a arma dos "incompetentes"." http://pt.wikipedia.org/wiki/Inveja

"A nossa inveja dura sempre mais tempo que a felicidade daqueles que invejamos." Fraçois Rochefoucauld

"Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor." Albert Einstein

"Guardar ressentimentos é tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra." Albert Einstein

"Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medí­ocres." Albert Einstein

"Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos." Albert Einstein

"O termômetro do sucesso é apenas a inveja dos descontentes." Salvador Dali

"A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come." Francisco Quevedo

"Chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrair outras." William Shakespeare

"Aquele que não pode perdoar destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar." George Herbert

"Se todos que falassem mal de mim soubessem o que eu penso sobre eles, falariam bem melhor... Enquanto eles perdem tempo com isso, eu alcanço meus objetivos!" GaLL

"Os raios caem sobre os montes mais elevados, e onde encontram mais resistência é onde provocam o maior dano." Miguel Cervantes

"Quem afirma que não é feliz, poderia sê-lo com a felicidade do próximo, se a inveja lhe não tirasse esse último recurso." Jean de La Bruyère