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sábado, 9 de maio de 2009

"Criança, a Alma do Negócio"

http://mais.uol.com.br/view/gc439u8dh7oo/crianca-a-alma-do-negocio-04023964D8A17326?types=A&

Primeira coisa..... "Mexem com a cabecinha deles, porque é bem imatura né, a criança é vulnerável, ela vai ver ela vai querer"....
Como se os "jovens" e "adultos" não fossem também. Como se as milhares propagandas que nos bombardeiam minuto a minuto não nos influenciassem. Ou será que nós compramos uma Coca-Cola porque ela realmente tem "bolhinhas refrescantes que matam a sede instantâneamente"? Como diria meu professor, João Furtado, se algum dia alguém descobrir uma Coca-Cola que tem aquelas bolhas ultra-refrescantes do lado de fora, por favor, me avise que eu vou comprar na hora!

Aliás, as crianças realmente são muito mais expostas às propagandas do que os adultos, mas os adultos são MUITO influenciados pelos comerciais... isso quer dizer que os adultos são mais "fracos" (ou tão quanto) as crianças?? Principalmente se pensarmos que uma boa parte das propagandas reforça que os pais devem satisfazer as vontades das crianças, devem fazê-las felizes comprando o que elas pedem. E ai os pais acabam reforçando a lógica sobre as crianças... ou estou errado??

"O desejo de comprar passa a ser a coisa em si".
Será que é só com as crianças que existe essa inversão entre "fins" e "meios"? Ou será que a maioria das pessoas trabalha para ganhar dinheiro?
Será que as pessoas vão à livraria pois querem ler um livro ou pois querem comprar um livro?
Qual é o fim para os adultos? O objeto comprado ou o ato de comprar?

Será que existe alguma semelhança entre a criança que pede um brinquedo e brinca apenas uma vez com ele, e a mãe ou o pai que compra um vestido (ou outra roupa) mas só o utiliza uma vez?

Aliás, só relatando, tenho uma tia que fez luzes no cabelos dos filhos com menos de 3 anos... um deles ainda era de colo.....

Complicado ver uma mãe falando que as propagandas não condizem com o que deveria ser relativo ao mundo de crianças, mas mesmo assim elas dão às crianças os produtos dessas propagandas. Mas ela não conseguem ver a relação entre essas coisas. Muitas vezes os pais não conseguem ver que as meninas não usariam roupas "que realçam suas características" se os pais não comprassem.
Aliás, a maioria dos exemplos "clássicos"[esteriotipados] são relacionados às crianças do sexo feminino...

Bem, estão ai algumas reflexões que me ocorreram durante o documentário.

Acho que vale à pena todo mundo assistir e refletir!

Temos que pensar por todos os lados.
Enquanto alvo diretos das propagandas, enquanto pais, ao dar algo a nossos filhos, enquanto profissionais, ao trabalharmos na criação de um propaganda ou na venda/produção de um produto. Acho que falta reflexão vinda de todos os lados. E do lado dos profissionais eu ainda apelo à Ética!

Bem... fica a sugestão de leitura!

Abs,

Diego

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Até ano passado (eu acho), não concordava muito com a idéia de um "Dia Internacional da Mulher". Achava, de alguma maneira, uma certa discriminação para com as Mulheres.
Mas a vivência, o convívio, o debate, o erros e a reflexão nos mudam muito, e felizmente eu tenho alguém do meu lado há quase 1 ano e meio que me faz passar por todas essas experiências e olhar pra elas de forma consciente.

Percebi neste último ano de reflexão que tenho muito a aprender sobre a sociedade e, principalmente, sobre eu mesmo.

Percebi que o Dia Internacional da Mulher não é um dia de homenagem, um dia de festa. Mas sim um dia de reflexão: para pararmos e refletirmos sobre como estamos nos relacionando com o outro gênero; um dia de luta: para tentar deixar de lado vícios sociais que estão em nós introjetados; um dia de repensar os valores e buscar um pouco mais o caminho da igualdade, do respeito e da ética.

Quero aqui deixar as minhas mais sinceras desculpas a todas as mulheres que tratei de forma injusta, que subjulguei em algum momento, que não respeitei como merecia ser respeitada, que não olhei como mereceia ser olhada.

Peço aqui a todas vocês que, sempre que se sentirem pressionadas, por uma questão de gênero, que se manifestem! Que se indignem, e que esta indignação se transforme numa ação transformadora. Não sejam pacíficas. Utilizem o poder da palavra para combater a injustiça que existe no mundo.

Quero deixar aqui expresso o meu mais profundo agradecimento a você , Haydée, que tanto tem mudado a minha vida, com muito Amor, apoio, críticas, carinho, compreensão. Que tem feito cada dia da minha vida um dia único e especial, sempre cheio de novidades, cada dia mais maravilhoso que o dia anterior. Que está sempre ao meu lado, me ajudando a conquistar meus sonhos e me incentivando a ter novos sonhos.

Expresso também meu sentimento de admiração por todas mulheres que lutam para mudar essa realidade nefasta em que vivemos, por todas vocês que tomam decisões, mesmo que contrariando parentes, líderes religiosos, amigos, etc. Que vocês continuem sendo um exemplo, não só para as mulheres, mas também para todas as cidadãs e cidadãos, para que todos parem e reflitam sobre o Agir para mudar o que entendemos estar errado.
Que todos lutemos por um mundo mais digno, no qual uma pessoa não é considerada melhor pela cor de sua pele, de seu cabelo, pelo carro em que anda, pela casa em que mora, pelo gênero, ou pelo diploma que possui. Somos todos seres humanos, todos com defeitos e virtudes. Todos têm seu direito de ter opinião, e de serem respeitados igualmente, independente do que pensam.

Que este seja só mais um dia de uma dura luta em busca de um mundo mais justo.

Não parem de lutar para transformar!

Dée, Te Amo! Muito! Minha amada guerreira, justa e bondosa.